O diretor executivo do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, expressou preocupações sobre a forma como o Governo está a contabilizar os danos causados pelas chuvas e inundações que afetaram várias regiões de Moçambique. Recentemente, foram reportadas 431 escolas destruídas, mas Nuvunga questiona a clareza e a precisão das informações fornecidas pelo Ministério da Educação e Cultura.

Criticas à Comunicação Governamental
Nuvunga levantou a questão se as escolas afetadas estão a ser tratadas como infraestruturas educativas ou se estão a ser agrupadas com árvores derrubadas. Ele destacou a falta de dados detalhados sobre os danos, a localização das escolas e o impacto sobre alunos e professores, o que compromete a transparência do processo de avaliação. Para ele, o Governo deve fornecer informações mais detalhadas, diferenciando entre escolas totalmente destruídas e aquelas que sofreram danos menores.

Importância da Transparência
O ativista alertou que a forma como os dados são apresentados pode subestimar a gravidade da situação no setor da educação, afetando o direito à educação de milhares de crianças. Até agora, o Ministério não divulgou um relatório técnico que explique os impactos das inundações nas escolas, o que dificulta a mobilização de recursos e a supervisão das ações governamentais. Este caso destaca a necessidade de maior transparência na gestão de crises, especialmente em áreas sensíveis como a educação.





