Profissionais de saúde na província de Gaza estão a enfrentar ameaças e pressão institucional após terem aderido a uma greve nacional que começou no dia 16 de Janeiro e que está prevista para durar 30 dias. O principal objetivo da greve é exigir melhorias no funcionamento do Sistema Nacional de Saúde.

Segundo informações do Dossiers e Factos, a Direcção Provincial de Saúde de Gaza terá emitido ordens internas que incluem sanções administrativas contra os trabalhadores que não compareçam ao trabalho. A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) já apresentou queixas nas Procuradorias provinciais e distritais devido a essa situação. A directora provincial de Saúde, Mulassua Simango, é acusada de ter instruído a aplicação de medidas disciplinares, o que tem gerado grande preocupação entre os profissionais de saúde.

Intimidações e Consequências
A APSUSM afirma que as ações da Direcção Provincial de Saúde demonstram uma falta de compromisso do Governo em relação ao processo negocial que está em andamento. O presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, garantiu que já foram formalizadas denúncias às autoridades judiciais contra dirigentes que ameaçam os profissionais com cortes salariais e expulsões. Apesar das negações da directora provincial, as ameaças parecem estar a ocorrer em vários distritos.
Reação das Autoridades
Mulassua Simango, contactada para comentar as acusações, afirmou que a marcação de faltas é um procedimento legal. Contudo, a APSUSM denuncia que, em Chibuto, por exemplo, o director distrital de Saúde está a marcar faltas a profissionais que estão efetivamente a trabalhar. Além disso, a situação é alarmante em Inhambane, onde também foram relatadas ameaças a profissionais de saúde que participam na greve.





