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Sociedade

Fundo de Desenvolvimento Económico Local gera quase 12 mil empregos em Nampula

O programa FDEL gerou 11.995 empregos em Nampula, focando na juventude e promovendo o empreendedorismo local.

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Fundo de Desenvolvimento Económico Local gera quase 12 mil empregos em Nampula

A província de Nampula, uma das mais populosas de Moçambique, registou a criação de 11.995 postos de emprego, entre fixos e sazonais, através do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL). Essa iniciativa, que visa impulsionar o empreendedorismo e o desenvolvimento comunitário, foi apresentada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante um seminário nacional que teve lugar recentemente. De acordo com Valá, as oportunidades de trabalho foram geradas desde o ano passado até à presente data, em resultado de 3.869 projectos aprovados e financiados na região, que representam uma taxa de aprovação de 6,73% dos projectos submetidos.

O FDEL, que já disponibilizou 143 milhões de meticais na sua primeira fase, é uma resposta do governo às necessidades de financiamento para iniciativas económicas nas zonas mais desfavorecidas do país. O ministro destacou que, em Nampula, houve uma procura significativa por financiamento produtivo, com um total de 57.436 projectos submetidos, o que corresponde a 16,1% da demanda nacional. "A necessidade de financiamento totaliza 8,67 mil milhões de meticais, uma cifra 60,6 vezes superior ao montante que foi disponibilizado até agora", frisou Valá.

No âmbito da implementação do FDEL em todo o país, foram submetidos 356.663 projectos, dos quais apenas 18.721 foram aprovados, resultando numa taxa de resposta de 5,25%. Até ao momento, 18.562 projectos foram financiados, empregando 43.044 pessoas e beneficiando 112.405 indivíduos. A juventude destaca-se como o principal grupo-alvo do programa, com 65,97% dos empregos gerados, enquanto as mulheres representam 42,46% da participação nos projectos financiados.

O ministro aproveitou o seminário para anunciar que, para o próximo ciclo de 2026, o governo já planeou alocar 1,5 mil milhões de meticais para o FDEL. Além disso, Salim Valá revelou que estão a ser preparados os contornos do Fundo para o Empoderamento Económico da Mulher, denominado ProMulher, que tem como principal objectivo apoiar pequenos negócios liderados por mulheres, tanto em zonas urbanas quanto rurais, com lançamento previsto para o próximo ano.

Contexto

Moçambique enfrenta uma série de desafios económicos e sociais, com uma taxa de desemprego que afecta particularmente a população jovem. O FDEL surge como uma resposta governamental para mitigar esses desafios, promovendo a criação de empregos e o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras em várias provinces do país. Desde a sua criação, o FDEL tem-se mostrado um instrumento vital para a promoção do desenvolvimento local, especialmente em áreas onde o desemprego e a pobreza são mais acentuados. A implementação do programa reflete uma estratégia de desenvolvimento que visa não apenas a geração de emprego, mas também a promoção da inclusão social, com especial atenção para a participação das mulheres e jovens.

Impacto

A criação de quase 12 mil postos de trabalho em Nampula representa um avanço significativo para a província, que se debate com altos níveis de desemprego e subemprego. A inclusão da juventude como principal beneficiária das iniciativas do FDEL é um dado relevante, uma vez que a maioria dos jovens enfrenta dificuldades na inserção no mercado de trabalho. A disponibilização de financiamento para 3.869 projectos também contribui para o fortalecimento da economia local, permitindo que pequenos empreendedores possam desenvolver os seus negócios e, por consequência, gerar mais empregos.

A iniciativa também favorece a equidade de género, com uma representação significativa de mulheres nos projectos financiados, o que pode contribuir para o empoderamento económico feminino e para a redução das disparidades de género que persistem na sociedade moçambicana. A possibilidade de um fundo específico para o empoderamento económico da mulher, o ProMulher, poderá aprofundar ainda mais esses avanços, promovendo a autonomia e a inclusão das mulheres no sector produtivo.

O que se segue

A continuidade do FDEL e a alocação de 1,5 mil milhões de meticais para o próximo ciclo em 2026 indicam a intenção do governo de manter o foco na promoção do empreendedorismo e na criação de empregos. A preparação do ProMulher também é um passo significativo que poderá transformar a dinâmica do empreendedorismo feminino em Moçambique. O governo irá focar na capacitação e no apoio técnico aos pequenos negócios, especialmente para as mulheres, com vista a garantir a sustentabilidade e o crescimento das iniciativas empreendedoras. Com isso, espera-se que mais cidadãos moçambicanos tenham acesso a oportunidades de emprego e que se fortaleça a economia em diversas áreas, contribuindo assim para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

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