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Economia

Moçambique Regista Deflação Mensal de 0,28% em Agosto de 2026

Em Agosto de 2026, Moçambique registou uma deflação mensal de 0,28%, com quedas significativas nos preços alimentares.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 04:00 11K
Moçambique Regista Deflação Mensal de 0,28% em Agosto de 2026

Em Agosto de 2026, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Moçambique anunciou que o país registou uma deflação mensal de 0,28% em comparação ao mês anterior. Este dado foi obtido a partir de uma análise abrangente realizada nas cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e na Província de Inhambane. A queda nos preços foi impulsionada principalmente pela divisão de Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas, que contribuiu com cerca de 0,33 pontos percentuais negativos para a variação total.

Os dados específicos sobre os produtos alimentares revelam uma diminuição significativa nos preços, nomeadamente no tomate (16,3%), alface (9,8%), cebola (2,8%), feijão manteiga (1,6%), carapau (0,6%), repolho (6,7%) e refeições completas em restaurantes (0,3%). Estas quedas individuais resultaram numa contribuição total de aproximadamente 0,38 pontos percentuais negativos para a variação mensal. Por outro lado, alguns produtos apresentaram aumentos nos preços, como o cimento (3,1%), o peixe seco (0,5%), a manga seca (53,0%), a galinha viva (1,4%), o milho em grão (3,1%), o peixe fresco (0,6%) e o camarão seco (3,3%), que em conjunto contribuíram com cerca de 0,14 pontos percentuais positivos à variação mensal.

Ao longo do período de Janeiro a Agosto de 2026, Moçambique registou um aumento acumulado dos preços na ordem de 4,83%. As divisões de Transportes e Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas foram as que mais impactaram este aumento, com contribuições de cerca de 2,05 e 1,52 pontos percentuais, respectivamente. O aumento dos preços de produtos como o gasóleo, transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos, peixe fresco, gasolina, transportes por táxi, couve e peixe seco, representaram uma contribuição total de cerca de 2,82 pontos percentuais positivos na variação acumulada.

Comparando com o mesmo período do ano anterior, os preços registaram um aumento de 6,45%. Neste contexto, as divisões de Transportes e Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas destacaram-se novamente, com aumentos de 14,77% e 8,91%, respectivamente.

Analisando a variação mensal por centro de recolha, todos os centros apresentaram quedas nos preços em Agosto. A Cidade de Xai-Xai liderou esta lista com uma diminuição de 1,21%, seguida pela Cidade da Beira com 0,51% e pela Cidade de Nampula com 0,32%. A cidade de Tete registou uma queda de 0,29%, enquanto a Província de Inhambane, a Cidade de Chimoio e as Cidades de Maputo e Quelimane apresentaram reduções de 0,24%, 0,13% e 0,12%, respectivamente.

Por outro lado, de Janeiro a Agosto, todos os centros de recolha reportaram aumento dos preços, com destaque para a Cidade de Tete (6,90%), Cidade de Xai-Xai (6,59%) e Província de Inhambane (5,97%). A Cidade de Nampula e a Cidade de Chimoio apresentaram aumentos de 5,74% e 4,69%, respectivamente. As Cidades da Beira e Quelimane seguiram com 4,46% e 4,38%, enquanto a Cidade de Maputo registou um aumento de 3,45%.

Em termos de variação homóloga, todos os centros também reportaram aumentos no nível geral de preços. A Cidade de Tete destacou-se novamente como a que registou o maior aumento, com cerca de 10,71%, seguida pela Província de Inhambane (8,32%) e pela Cidade de Chimoio (8,25%). A Cidade de Xai-Xai teve um aumento de 8,04%, enquanto Nampula (6,58%), Quelimane (6,05%), Beira (5,67%) e Maputo (4,08%) também registaram aumentos significativos.

Contexto

Moçambique, um país em desenvolvimento da África Austral, tem enfrentado desafios económicos significativos nos últimos anos, incluindo a inflação e as flutuações nos preços de bens essenciais. Os dados do INE são uma ferramenta crucial para entender as dinâmicas do mercado e os impactos na vida dos cidadãos. Em um contexto onde a economia moçambicana é fortemente dependente da agricultura e da importação de produtos, a análise da inflação e deflação é essencial para a formulação de políticas que visem estabilizar os preços e melhorar a qualidade de vida da população.

Impacto

A deflação de 0,28% em Agosto de 2026 pode trazer alívio temporário para as famílias moçambicanas, especialmente aquelas que dependem de produtos alimentares básicos. A queda nos preços de itens essenciais como vegetais e refeições em restaurantes pode proporcionar um respiro em um contexto onde os custos de vida têm sido uma preocupação constante. No entanto, a presença de aumentos em outros produtos, como cimento e peixe, indica que a economia ainda enfrenta desafios. Este cenário pode impactar a capacidade de compra das famílias e a operação de negócios, principalmente os pequenos comerciantes que dependem de um equilíbrio nos preços dos produtos.

O que se segue

Com a recente deflação, é previsível que o INE continue a monitorar de perto a evolução dos preços no país. Espera-se que as autoridades económicas analisem esses dados para implementar medidas que possam mitigar o impacto da inflacção acumulada nos meses seguintes. Além disso, o governo pode promover políticas que incentivem a produção local e a diversificação da economia, visando reduzir a dependência de produtos importados e, consequentemente, estabilizar os preços. A expectativa é que a análise contínua dos índices de preços ajude a moldar estratégias de desenvolvimento económico que visem beneficiar a população moçambicana no longo prazo.

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