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Sociedade

Novo Modelo de Fiscalização na Contratação do Estado Promete Maior Transparência e Eficiência

Moçambique implementa uma Central de Aquisições para otimizar a fiscalização e a eficiência nas contratações públicas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026 às 13:00 21K
Novo Modelo de Fiscalização na Contratação do Estado Promete Maior Transparência e Eficiência

O Governo de Moçambique, através do Ministério das Finanças, anunciou a criação de uma nova estrutura de fiscalização que visa centralizar e otimizar o processo de contratação de bens, obras e serviços pelo Estado. A medida foi tornada pública pela Secretária Permanente do Ministério, Albertina Fruqia, durante uma sessão realizada em Maputo, onde também foram divulgados os regulamentos que regem a nova Central de Aquisições do Estado.

Esta central surge como uma resposta às necessidades de melhorar a transparência e a eficiência nas despesas públicas, um tema que tem sido amplamente debatido no país. Segundo Fruqia, a Central de Aquisições do Estado terá a responsabilidade de concentrar determinadas compras públicas, o que permitirá agregar as necessidades de diferentes instituições governamentais. Este modelo visa não apenas a obtenção de ganhos de escala, mas também uma melhor coordenação dos processos de aquisição.

A nova estrutura será encarregada da análise e agregação das necessidades de bens e serviços, assim como da gestão estratégica de categorias de compras. Esta abordagem centralizada promete simplificar e racionalizar a forma como o Estado realiza as suas aquisições, contribuindo para uma maior eficácia na utilização dos recursos públicos.

Além disso, a implementação da Central de Aquisições do Estado pretende reduzir a fragmentação das compras, que muitas vezes resulta em desperdício e ineficiência. O modelo centralizado permitirá ao Governo negociar melhores condições e preços com os fornecedores, aumentando assim a competitividade e a qualidade dos produtos e serviços adquiridos.

O regulamento que cria esta central estabelece, ainda, mecanismos claros de fiscalização e controlo, essenciais para garantir que o processo de contratação respeite os princípios da legalidade e da boa gestão dos recursos públicos. As instituições que utilizarem os serviços da Central de Aquisições também estarão sujeitas a auditorias regulares, assegurando que a transparência seja mantida ao longo de todo o processo.

Contexto

A criação da Central de Aquisições do Estado vem num momento em que o país enfrenta desafios significativos em termos de gestão financeira pública. Moçambique tem lutado com problemas de corrupção e má gestão de recursos, que têm sido alvo de críticas por parte da sociedade civil e de organismos internacionais. Com a nova estrutura, o Governo espera não apenas melhorar a eficiência das compras públicas, mas também restaurar a confiança da população nas instituições governamentais.

O modelo de compras centralizadas não é novo em Moçambique, tendo sido tentativas anteriores que não conseguiram alcançar o impacto desejado. No entanto, as circunstâncias atuais e as lições aprendidas em processos passados podem contribuir para que esta nova abordagem seja bem-sucedida. A experiência de outros países que implementaram sistemas semelhantes também será um recurso valioso, permitindo ao Governo adaptar as melhores práticas à realidade moçambicana.

Impacto

A implementação da Central de Aquisições do Estado pode ter um efeito significativo na forma como os cidadãos e empresas interagem com o Governo. Para os cidadãos, a melhoria da transparência nas aquisições públicas pode resultar em um maior acesso a informações sobre como os recursos estão a ser utilizados, contribuindo para uma maior responsabilização das autoridades. Para as empresas, a centralização das compras pode significar uma maior competitividade no acesso a contratos públicos, uma vez que a nova estrutura deverá promover um ambiente mais justo e transparente para todos os fornecedores.

Além disso, a expectativa é que a racionalização das despesas públicas traga benefícios económicos a longo prazo, permitindo que mais recursos sejam alocados a áreas prioritárias como saúde, educação e infraestruturas. O sucesso da Central de Aquisições poderá também incentivar outras reformas necessárias na administração pública, contribuindo para uma gestão governamental mais eficaz e orientada para o cidadão.

O que se segue

Os próximos passos incluem a implementação efectiva da Central de Aquisições, que deverá ser acompanhada de treinamentos para os funcionários públicos sobre os novos procedimentos e regras. O Ministério das Finanças planeia, ainda, estabelecer parcerias com organizações da sociedade civil para monitorar a implementação e garantir que a Central funcione de acordo com os princípios de boa governação.

Além disso, o Governo deverá comunicar regularmente ao público sobre os progressos da Central de Aquisições, fornecendo dados que permitam avaliar a sua eficácia. A expectativa é que, nos próximos meses, haja um aumento visível na qualidade das aquisições públicas, com um impacto directo na melhoria dos serviços prestados à população. Com estas medidas, Moçambique dá um passo importante em direcção à modernização da sua administração pública e à promoção de um ambiente de maior confiança e responsabilidade.

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