O Banco BPI anunciou a intenção de vender a sua participação de 35,7% no Banco Comercial e de Investimentos (BCI), após ter registado prejuízos de €20 milhões em 2025. Essa situação foi atribuída ao aumento da dívida pública em Moçambique e foi comunicada pelo presidente do banco, João Pedro Oliveira e Costa, numa conferência de imprensa realizada em Lisboa.

Resultados financeiros e estratégia de venda
Durante a apresentação dos resultados anuais, Oliveira e Costa destacou que as participações do BPI em Angola e Moçambique não são consideradas estratégicas. Ele afirmou que está disposto a vender essas participações, embora não tenha especificado prazos para a venda. Em 2025, o BPI teve lucros de 512 milhões de euros, mas isso representa uma queda de 13% em relação ao ano anterior, principalmente devido ao desempenho negativo do BCI.

Impacto da dívida soberana
O BCI, que anteriormente contribuía positivamente para os resultados do BPI, teve uma contribuição negativa de €20 milhões em 2025, contrastando com os €38 milhões positivos do ano anterior. Oliveira e Costa assegurou que qualquer decisão sobre o BCI será discutida previamente com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), principal acionista do banco moçambicano.
Tragédia e condolências
No final da conferência, o presidente do BPI expressou seu pesar pela morte de Pedro Ferraz dos Reis, administrador do BCI, que faleceu em circunstâncias trágicas. Ele elogiou as qualidades do colega e agradeceu ao governo moçambicano pelo apoio à família e à instituição.





