Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) na região sul enfrentam danos que ultrapassam 40 milhões de dólares devido às chuvas intensas que afetaram as linhas ferroviárias do Limpopo, Ressano Garcia e Goba. A linha do Limpopo, que conecta Moçambique ao Zimbabwe, é a mais afetada, apresentando trechos submersos, cortes significativos e passagens hidráulicas destruídas, o que compromete a circulação de comboios entre os dois países.

Avaliação dos Danos
Durante uma visita técnica à província de Gaza, o diretor de engenharia dos CFM, Frederico Jorge, revelou que a reabilitação da linha pode custar cerca de 40 milhões de dólares. Ele enfatizou que a avaliação precisa dos danos ainda está em andamento, uma vez que é necessário esperar que o nível das águas diminua. A análise inicial já aponta para destruições em vários distritos, incluindo Magude, Chókwè, Mapai e Chicualacuala, afetando diretamente o corredor internacional Moçambique-Zimbabwe.

Impacto das Chuvas
A equipe técnica dos CFM percorreu 173 quilómetros da linha, identificando cortes visíveis e extensões de via submersa. O fenômeno conhecido como ‘wash away’ causou destruição significativa, com aterros danificados e carris suspensos. Para evitar recorrências, os CFM propõem a ampliação das passagens hidráulicas, considerando as mudanças na hidrologia da região. Além disso, a linha de Ressano Garcia também sofreu cortes que resultaram na suspensão temporária dos comboios.





