Empresários do Município de Chibuto estão descontentes com a Administração Nacional de Estradas (ANE) devido ao embargo de 15 obras comerciais, uma situação que se arrasta há quase dois anos. Os empreendedores sentem-se prejudicados e exigem explicações sobre a suspensão das obras que tinham sido autorizadas pelas autoridades locais.

Conflito com a ANE
Um dos empresários, Marcos Chemane, expressou o seu desapontamento, afirmando que a ANE embargou uma obra que já estava em funcionamento há mais de 20 anos. Chemane, que contraiu dívidas para requalificar seu negócio, agora enfrenta prejuízos que ultrapassam 3 milhões de meticais, sem respostas sobre o embargo que considera injusto.

Posição do Município
O Conselho Municipal de Chibuto confirmou que autorizou as obras embargadas e que a situação foi levada ao governo central devido à pressão dos empresários. O município alega que respeitou as distâncias legais, mas a ANE defende que as obras estão fora do perímetro permitido, o que configura uma violação das normas.
Implicações Legais
A ANE considera que as construções nas áreas de proteção das estradas são ilegais e que as obras embargadas não devem continuar. O delegado da ANE, Jeremias Mazoio, afirmou que as autorizações concedidas pelas autoridades locais são irregulares e que medidas mais rigorosas estão previstas para o futuro.





