A transformação digital em Moçambique deixou de ser uma mera aspiração tecnológica, tornando-se uma escolha estratégica do governo. O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, fez essa afirmação durante a Conferência Nacional de Transformação Digital, realizada em Maputo.

Desafios e Integração
Muchanga destacou que o principal desafio do país não é apenas tecnológico, mas também estrutural e cultural, enfatizando a importância de colocar o cidadão no centro das políticas. O atual modelo administrativo ainda é segmentado, com instituições operando isoladamente, o que dificulta a prestação de serviços eficientes.

Digitalização como Pilar Governativo
O Presidente da República, Daniel Chapo, sublinhou que a transformação digital é um dos pilares do governo. Ele informou sobre a criação do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, que liderará este processo, e alertou que a digitalização não será eficaz se houver persistência de mentalidades analógicas no setor público.
Oportunidades para o Setor Privado
O Ministro Muchanga também afirmou que a digitalização oferece oportunidades para o setor privado, permitindo a integração dos sistemas privados com plataformas estatais. Isso facilitará a abertura de contas e a verificação de identidade no setor financeiro.
Comissão Técnica e Novo Quadro Regulatória
Durante a conferência, foi proposta a criação de uma Comissão Técnica Multissectorial dos Serviços Digitais para desenvolver um plano nacional de integração digital. Além disso, a aprovação de regulamentos para Centros de Dados e Computação em Nuvem foi vista como um avanço para a soberania digital do país.
Apoio do Banco Mundial
O Banco Mundial também está a apoiar a transformação digital em Moçambique, oferecendo financiamento e assistência técnica. O diretor da instituição enfatizou a digitalização como uma alavanca vital para o desenvolvimento econômico e a melhoria dos serviços públicos.
Construindo um Estado Digital
O governo vê a transformação digital como uma nova fronteira da soberania, com o objetivo de criar um Estado digital que sustente uma economia digital forte, reduza a burocracia e crie empregos qualificados para os jovens.





