António Carlos do Rosário, ex-líder dos serviços de informações secretos de Moçambique, fez declarações impactantes sobre corrupção e manipulação política durante uma entrevista ao jornal Canal de Moçambique. Ele afirma que a sua prisão foi resultado de ameaçar interesses estabelecidos relacionados às dívidas ocultas.

Revelações sobre a insurreição em Cabo Delgado
Na entrevista, Rosário discutiu a insurreição em Cabo Delgado, sugerindo que a guerra na região é uma forma de sabotagem ao sistema de monitoria que ele coordenava. Ele criticou a forma como as instituições de segurança foram minadas, o que comprometeu a resposta aos ataques.

O escândalo das dívidas ocultas
Rosário também comentou sobre o escândalo das dívidas ocultas, onde cerca de 2,2 mil milhões de dólares foram alegadamente desviados. Ele nega qualquer envolvimento, acusando o Ministério Público de emboscar 35 milhões de dólares do projeto e questionando a diligência dos bancos envolvidos nos empréstimos.
Crítica ao sistema político
Ele traçou um quadro sombrio das instituições moçambicanas, afirmando que servem interesses obscuros em vez do povo. Rosário mencionou ligações a redes internacionais de crime organizado e criticou o atual presidente, Filipe Nyusi, por estar cercado de assessores manipuladores.





