Recentemente, líderes religiosos e educadores sociais expressaram preocupação com a manipulação das populações vulneráveis em Moçambique, principalmente nas áreas urbanas. Muitas igrejas estão a explorar a “cultura da prosperidade”, prometendo ascensão social e económica, mas acabam por mercantilizar a fé.

Educação comunitária necessária
A educadora social Francelina Tomás salientou a importância de educar as comunidades sobre os limites da liberdade religiosa, uma vez que muitos cidadãos buscam nas igrejas soluções para problemas como pobreza e desemprego. Isso pode levar à submissão a condições que violam direitos humanos básicos.

Compromisso social das igrejas
O pastor Lúcio Marques, da Igreja Evangélica Congregacional em Angola, enfatizou que a missão da igreja deve incluir não apenas a dimensão espiritual, mas também o compromisso com a educação e a saúde. Ele lamentou que algumas igrejas atualmente estejam mais focadas em obter lucro do que em servir à comunidade.
Debate nacional
As declarações foram feitas durante um programa de rádio e surgem em um contexto de crescente debate sobre a proliferação de igrejas e seitas religiosas, levantando preocupações sobre o uso da fé para obter lucro e controle social, especialmente entre os mais vulneráveis.





