A multinacional australiana South32 não vê possibilidades de reverter a paralisação da fundição de alumínio Mozal, prevista para Março deste ano. Essa informação veio de fontes próximas do processo, mesmo com os esforços de última hora realizados por fornecedores de energia em Moçambique e na África do Sul, que buscam uma solução para a revisão das tarifas de eletricidade.

Esforços do Governo e da Eskom
Nos últimos dias, o Governo de Moçambique intensificou as negociações para evitar o fechamento da maior unidade industrial do país. O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, declarou à Reuters que o Executivo está a tomar todas as medidas necessárias para garantir a continuidade das operações na Mozal. Por outro lado, o diretor-executivo da Eskom, Dan Marokane, também manifestou a sua disposição em encontrar uma solução, embora as negociações ainda estejam em andamento.

Impacto da seca na produção
A Mozal, que é considerada uma das principais joias do portefólio da South32, tem enfrentado desafios devido à seca, que reduziu a capacidade de produção da barragem de Cahora Bassa, fonte histórica de energia hidroelétrica. Atualmente, a fundição depende em grande parte da energia da Eskom, que é mais cara, resultando em significativos custos operacionais.
Consequências econômicas
O fechamento da Mozal poderá resultar em uma perda direta de cerca de cinco mil empregos e afetar até 22 mil pessoas, incluindo trabalhadores de empresas subcontratadas. A Mozal representa aproximadamente 3% do PIB de Moçambique, sendo um dos principais contribuintes para as exportações industriais. Se o encerramento se confirmar, o país enfrentará um dos maiores desafios industriais nas últimas décadas, enquanto tenta fortalecer sua base produtiva e atrair investimento estrangeiro.





