Nos primeiros três meses da atual época chuvosa em Moçambique, quase 100 pessoas perderam a vida, principalmente devido a descargas atmosféricas, que se mantêm como a principal causa de morte associada às chuvas. Desde o início da época chuvosa, a 1 de Outubro de 2024, foram reportados 92 falecimentos, 86 feridos e 121.688 indivíduos afetados, o que representa cerca de 24.205 famílias impactadas por chuvas intensas, ventos fortes e surtos de cólera.

Dados sobre as causas de morte
A informação foi divulgada pela Diretora do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Ana Cristina, que destacou que as descargas atmosféricas foram responsáveis por 49 mortes, representando 53,3% do total. A cólera, por sua vez, contribuiu com 26 óbitos, correspondendo a 28,3% do total, dentro de um total de 1.784 casos registados. Outras causas de morte incluíram afogamentos e desabamentos de infraestruturas.

Impactos nas infraestruturas e na agricultura
As chuvas também causaram danos significativos em infraestruturas, com 8.792 casas parcialmente destruídas e 4.269 completamente danificadas. Na esfera agrícola, 6.288 hectares foram afetados, o que impactou 2.820 agricultores. As estradas também sofreram danos, com cerca de 8.000 quilómetros de vias afetadas.
Ações de resposta
Em resposta a esta situação, o INGC evacuou 1.164 famílias nas províncias da Zambézia e Niassa, oferecendo assistência alimentar e apoio em água e saneamento. A resposta inclui ainda medidas preventivas como aviso prévio e articulação com as Forças de Defesa e Segurança.





