Os resultados das eleições em Portugal indicam que a maioria dos cidadãos portugueses residentes em Moçambique optou por André Ventura, um candidato da extrema direita e defensor de políticas anti-imigração. Ventura, que lidera o partido Chega, obteve 30,19% dos votos no país, superando António Seguro, que recebeu 20,50% dos votos. Esta tendência de voto reflete um comportamento semelhante observado na diáspora portuguesa em todo o mundo, onde Ventura obteve uma vitória expressiva com mais de 40% dos votos.

Repercussão entre expatriados
A escolha de Ventura por cidadãos que vivem fora de Portugal, especialmente aqueles que estão em situação de expatriados ou imigrantes, levanta questões sobre o apoio ao nacionalismo e ao controlo de fronteiras. Em Moçambique, a diferença de votos entre Ventura e Seguro foi de quase dez pontos percentuais, confirmando que a mensagem da direita radical ressoa fortemente entre a comunidade portuguesa. No geral, na diáspora, Ventura recebeu quase o dobro dos votos de Seguro, indicando que o eleitorado português no exterior está a impulsionar a extrema-direita, apesar de muitos viverem como estrangeiros nos países que os acolhem.






