O presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, apresentou um resumo do seu primeiro ano de governo, enfatizando ações significativas que, segundo ele, aumentaram a presença do Estado e restauraram a confiança em setores essenciais. No entanto, a versão oficial diverge em vários aspectos da realidade, especialmente nas áreas da saúde e na aplicação do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).

Saúde: entre promessas e desafios
O governo alega que o setor da saúde foi um dos principais sucessos da sua gestão, com a ausência de greves e melhorias em indicadores de saúde. Foram realizadas mais de mil cirurgias, e a mortalidade infantil e materna apresentaram reduções significativas. Contudo, profissionais de saúde denunciam a falta de medicamentos e materiais essenciais, descrevendo a situação como “caótica”.

Fundo de Desenvolvimento Económico Local
O FDEL foi introduzido como uma proposta para estimular a economia local, mas a sua implementação tem sido criticada. De milhares de projetos submetidos, muito poucos foram aprovados, e até os que foram não receberam os fundos prometidos, gerando frustração entre os empreendedores.
Cooperação internacional e desafios persistentes
A cooperação internacional voltou a ser uma fonte importante de financiamento, mas desafios como a desnutrição e a malária continuam a afetar a população. O presidente reconheceu a necessidade de mudanças e reafirmou que, embora o país não seja perfeito, está a funcionar. O desafio permanece em alinhar a retórica do governo com as realidades enfrentadas pelos cidadãos moçambicanos.





