O Governo da República Democrática do Congo (RDC) manifestou a sua indignação em relação a um relatório da Human Rights Watch, que aborda a situação em Uvira, uma região no Kivu do Sul. As autoridades congolesas acusam as forças armadas de Ruanda de violarem a soberania do país e de causarem deslocações forçadas de civis.

Denúncias e Responsabilidades
No seu comunicado oficial, datado de 22 de janeiro de 2026, a RDC afirma que a presença das Forças de Defesa de Ruanda (RDF) e do grupo armado M23 no seu território é uma grave violação do direito internacional, podendo ser considerada como crime de guerra. O governo destaca que a retirada das forças ruandesas em 17 de janeiro foi precedida por um período de saques e intimidações, que afetaram a segurança da população civil.

Além disso, o executivo congolês afirma que a transferência forçada de membros da comunidade Banyamulenge pelas forças ruandesas não é apenas uma violação estatal, mas também uma responsabilidade criminal individual, conforme estipulado pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional. A RDC reafirma que qualquer deslocação forçada de civis em conflito é uma violação grave das Convenções de Genebra.
Compromisso com a Justiça
A RDC rejeita qualquer tentativa de minimizar a responsabilidade de Ruanda, insistindo que isso não corresponde aos fatos. O governo congolês assegura que não houve ferimentos na comunidade Banyamulenge após a retirada das forças, o que atribui a medidas de proteção implementadas. A RDC expressa sua disposição em colaborar com organismos internacionais, desde que as análises respeitem rigorosamente o direito internacional.





