No dia 11 de janeiro, as autoridades marítimas de Moçambique (INTRANSMAR) anunciaram a suspensão de todas as atividades de navegação no Canal de Moçambique devido às chuvas torrenciais que têm ocorrido desde sexta-feira.

A suspensão é temporária, enquanto as condições climáticas adversas persistirem. Esta medida abrange embarcações de pesca artesanal, pequenos barcos, transporte costeiro de passageiros e embarcações recreativas. A INTRANSMAR também ordenou que todos os navios que se encontram no mar se dirijam a portos seguros e lembrou que o uso de coletes salva-vidas é obrigatório, mesmo em condições normalmente consideradas seguras.

Risco de Inundações
Em terra, as autoridades alertam para o risco de inundações nas bacias hidrográficas do sul e centro do país. O Conselho Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) está a aumentar as descargas dos principais açudes na província de Maputo, com um fluxo de até 120 metros cúbicos por segundo a partir do açude dos Pequenos Libombos e 50 metros cúbicos por segundo do açude de Corumana. Essa situação, aliada às tempestades na região norte, pode resultar em inundações nas bacias dos rios Maputo, Umbeluzi, Incomati, Save e Limpopo.
Destruição em Inhambane
As chuvas intensas já causaram destruição na província de Inhambane, onde campos agrícolas foram submersos e muitas famílias foram forçadas a deixar suas casas nas áreas urbanas de Inhambane, Maxixe e Vilanculo. Luisa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), alertou que até três milhões de pessoas podem ser afetadas por inundações durante a atual época chuvosa, planejando evacuações das áreas de risco assim que a avaliação dos níveis de água nos vales principais for concluída.





