Após as intensas chuvas que afetaram a região sul de Moçambique, muitas comunidades enfrentam um cenário de desespero. As inundações resultaram em casas submersas, forçando centenas de famílias a deixar suas residências e buscar abrigo em centros de acolhimento, onde a luta pela sobrevivência se torna diária.

Dados sobre os centros de acolhimento
Segundo informações do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), existem atualmente cerca de 90 centros de acolhimento em funcionamento no país, abrigando aproximadamente 92.792 pessoas, das quais 17.524 foram resgatadas de áreas de risco.

Desespero nas comunidades
Nos centros de acolhimento, o silêncio é muitas vezes cortado pelo desespero. Uma residente de Maxaquene “C”, Cátia Armando, de 24 anos, compartilha sua experiência dolorosa, onde perdeu quase tudo que tinha. Ela e sua família se refugiaram em um centro próximo, lutando para se adaptar à nova realidade sem saber quando poderão voltar para casa.
Condições precárias
No centro de acolhimento do Instituto Industrial e Comercial da Matola, as condições de vida são difíceis. A escassez de alimentos e a falta de higiene são problemas comuns enfrentados pelas famílias deslocadas. Jéssica Mangove, representante do INGD, informou que o local abriga 108 famílias, totalizando 238 pessoas, provenientes de diversos bairros afetados pelas cheias.





