A TotalEnergies, uma multinacional francesa, está a prosseguir com a expansão do acampamento de Afungi, que terá capacidade para acomodar até 2.000 trabalhadores, no âmbito do seu megaprojecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Cabo Delgado. Esta iniciativa representa um importante passo no relançamento das atividades na região.

Detalhes do projeto
A expansão é resultado de um concurso lançado pelo consórcio CCS JV, que foi contratado pela TotalEnergies, líder da Área 1 no norte de Moçambique. O prazo para apresentação de propostas termina a 20 de Fevereiro e inclui a contratação de serviços de engenharia e fornecimento para a construção do acampamento.

Os concorrentes devem propor o design, aquisição e entrega de unidades modulares de alojamento de dois andares, além de mobiliário, equipamentos, internet e sistemas de água e esgoto. O projeto é um marco para a retoma do megaprojecto, que ficou suspenso durante quase cinco anos devido a ataques terroristas.
Impacto econômico
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, destacou a importância do projeto Mozambique LNG, que é um dos maiores do continente africano. As exportações de gás estão previstas para iniciar em 2029, com uma contribuição estimada de 35 bilhões de dólares para o Estado ao longo de 25 anos e a criação de cerca de 17 mil empregos durante a fase de construção.
A TotalEnergies, que está a investir cerca de 20 bilhões de dólares, prevê uma capacidade de produção anual de 13 milhões de toneladas de GNL. Patrick Pouyanné, presidente da TotalEnergies, afirmou que a situação de força maior foi superada, embora a segurança continue a ser uma prioridade no complexo, que é acessível apenas por via aérea e marítima.





