O Estado de Moçambique está prestes a arrecadar mais de 35 mil milhões de dólares em receitas fiscais provenientes do projecto Mozambique LNG, que prevê o início da produção em 2029. Esta quantia será gerada através de impostos, lucros do petróleo e outros instrumentos ao longo de 25 anos de operação do projecto, liderado pela multinacional TotalEnergies.

Relançamento do Projecto
O relançamento do Mozambique LNG ocorreu no dia 29 de Janeiro, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado, Daniel Chapo, acompanhado pelo presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, na península de Afungi, em Cabo Delgado. O Mozambique LNG é considerado um dos maiores projectos de gás natural liquefeito em África, com uma capacidade anual estimada de 13,12 milhões de toneladas de GNL.

Impacto Económico e Social
Segundo o Presidente Chapo, as receitas do projecto irão impulsionar o desenvolvimento do país, promovendo a criação de empregos e a capacitação do capital humano. O plano de reassentamento para mais de 550 famílias inclui a construção de habitações modernas e infra-estruturas sociais, como centros de saúde e comunitários.
Investimento e Sustentabilidade
O investimento global no Mozambique LNG é estimado em 15,4 mil milhões de dólares, destacando-se como um dos maiores investimentos privados em Moçambique. A TotalEnergies tem colaborado com as comunidades locais para garantir benefícios diretos do gás na região, incluindo o lançamento de projectos que visam melhorar a qualidade da pesca local.
Histórico do Projecto
O projecto esteve suspenso por cerca de cinco anos devido a ataques terroristas em Cabo Delgado, mas não houve registo de incidentes significativos nos últimos meses. Desde 2020, a TotalEnergies lidera o consórcio do Mozambique LNG, que inclui outras empresas como a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a Mitsui & Co.





