As eleições presidenciais no Uganda, realizadas a 15 de Janeiro de 2026, resultaram na reeleição de Yoweri Kaguta Museveni com 71,61% dos votos. Contudo, a situação gerou opiniões divergentes entre observadores internacionais e a oposição política.

Avaliação da União Africana
A Comissão da União Africana, através de um comunicado emitido em Adis Abeba, elogiou a forma como o processo eleitoral foi conduzido, parabenizando Museveni pela sua vitória. A missão de observação eleitoral, liderada pelo ex-Presidente nigeriano Goodluck Jonathan, também foi destacada pela sua atuação.

Denúncias de Irregularidades
Por outro lado, a oposição, chefiada pelo músico e político Bobi Wine, rejeitou os resultados, acusando-os de serem fraudulentos. Foram reportadas várias irregularidades, como a exclusão de representantes da oposição e problemas técnicos nos sistemas de votação. Além disso, a forte presença das forças de segurança e o bloqueio de acesso à internet suscitaram preocupações sobre a transparência do processo eleitoral.
Ambiente Político e Críticas
Embora a missão de observação tenha notado que o dia da votação foi relativamente calmo em algumas áreas, reconheceu a existência de constrangimentos, incluindo restrições ao trabalho de observadores e organizações não-governamentais. A União Africana considera que as eleições cumpriram os requisitos formais, mas críticos apontam que as irregularidades comprometeram a liberdade e a justiça do processo.





