Nos últimos meses, a província de Cabo Delgado tem enfrentado uma onda de violência política que resultou na morte de treze pessoas, incluindo civis. O relatório do Armed Conflict Location & Event Data (ACLED) revela que, entre 8 de Dezembro e 11 de Janeiro, foram registados 17 incidentes de violência, dos quais 11 estão relacionados ao Estado Islâmico.

Redução de ataques devido às chuvas
Segundo o ACLED, a intensidade dos ataques terroristas diminuiu no final do ano passado, especialmente em Dezembro, devido às chuvas que tornaram as estradas intransitáveis. No entanto, as forças de segurança moçambicanas e ruandesas continuaram a confrontar o EI, evidenciando um compromisso renovado no combate a este grupo. Apesar da redução sazonal, o EI manteve atividades na costa de distritos como Macomia e Mocímboa da Praia.

Violência relacionada a crenças locais
O relatório também aponta que a violência no norte de Moçambique reflete crenças locais sobre doenças, como evidenciado pelos ataques a casas de autoridades em Metuge e Nampula. A insegurança social destaca a fragilidade das comunidades, que frequentemente reagem a rumores e desconfianças.
Conflitos com milícias
No distrito de Mogovolas, a polícia afirmou ter matado sete pessoas em um confronto com uma milícia, mas essa alegação foi contestada por uma organização local, que afirma que 38 garimpeiros foram mortos durante uma operação contra a mineração artesanal.





