O Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (CSFSM) alertou que o Governo não cumpriu a legislação que obriga transferências trimestrais das receitas do gás. Apesar de reconhecer alguns avanços na administração do Fundo, a gestão tem sido marcada pela falta de transparência e incumprimentos legais graves. Durante todo o ano de 2025, os fundos arrecadados foram mantidos na Conta Transitória, com a primeira transferência a ocorrer apenas em Dezembro de 2025.

Entre Dezembro de 2022 e Setembro de 2025, o Estado arrecadou mais de 232 milhões de dólares provenientes do projecto Coral Sul, mas não transferiu as quantias devidas para o Orçamento do Estado e o Fundo Soberano, como estipulado na Lei n.º 1/2024. A primeira repartição, que ocorreu tardiamente, revelou uma gestão reativa e politicamente condicionada, comprometendo a credibilidade do Fundo. O CSFSM também destacou que as projeções de receitas para 2025 não foram validadas por peritos independentes, o que agrava a situação.






