Os importadores de arroz e trigo em Moçambique poderão continuar a escolher livremente os seus fornecedores, sem estarem sujeitos a preços administrados. Essa informação foi confirmada pelo diretor-geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Job Fazenda, durante uma declaração recente.

Liberdade de Escolha e Transparência
Fazenda destacou que a introdução de um novo modelo de centralização das importações não irá afetar a dinâmica do livre mercado. Os importadores que encontrarem melhores condições de fornecimento poderão aceder a esses produtos, desde que estejam registados no ICM. Ele também mencionou que não serão atribuídas quotas de importação, visando garantir a transparência e um tratamento igualitário entre os operadores do setor.

Impacto nos Preços e Custos
O novo modelo não deve resultar em aumentos de preços para os consumidores, uma vez que o arroz e o trigo são produtos essenciais. Contudo, os custos poderão variar conforme as flutuações do mercado internacional. Fazenda assegurou que o governo não irá impor encargos que tornem a atividade insustentável para os importadores.
Reforço do ICM
O ICM está a ser reforçado com recursos humanos para lidar com a complexidade das novas operações. Segundo Fazenda, a entidade irá operar com uma nova abordagem, similar à da Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), garantindo assim uma melhor gestão das importações.
Objetivos da Centralização
A centralização da importação de cereais visa combater a fuga de divisas e a evasão fiscal, que estão a custar milhões ao tesouro nacional. O governo pretende abrir espaço para mais operadores no mercado, desmantelando práticas de cartelização e permitindo que qualquer moçambicano interessado possa participar no setor.





